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Pra doido ler

Blog EntryMay 16, '12 8:54 AM
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Já perdera a sensibilidade ao ver mendigos dormindo na rua. Tinha vergonha de admitir, mas, se não prestasse atenção, sem óculos, quase pisava em alguns de noite. Mas não se lembrava de, até então, ter visto nenhum deles acordando. No caminho para o trabalho, naquela manhã fria de quarta-feira, viu. Cruzou a esquina e lá estava ele: o mendigo despertando. Era mais triste que vê-lo dormindo. Impressionantemente mais triste.

Blog EntryMay 14, '12 9:44 PM
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Eu perco a fé, mas não perco o riso.

Blog EntryMay 13, '12 3:21 PM
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As duas mamães lá de casa são amores eternos da minha vida. Uma, por motivos óbvios: é essa gatona aí de short vermelho cintura alta, arrasando na moda anos oitenta, minha mãe linda, que me deu o maior dos presentes - minha própria vida. A outra mamãe é essa loirinha meio vestida de menininho, com tênis Montreal do Flamengo e o cabelo mais loiro do mundo. Minha irmã caçulinha, que eu amei desde o primeiro encontro e que, quase 23 anos depois de convivência, fraternidade, cumplicidade e amor, tornou-se mãe de outro amor eterno meu: Amanda. As duas mamães lá de casa são capricornianas, se entendem e se desentendem, mas se amam incondicionalmente. E meu amor por elas me faz mais viva, me faz mais feliz e também me faz querer ser mãe. Bem assim, do mesmo jeito que elas são: mães maravilhosas!

Mamãe e Bibi, eu AMO MUITO VOCÊS!!!!! 

Comprei um presente para a minha mãe e mandei por um amigo poeta para São Luís. Coincidentemente, o presente é um livro de poesias. Uma antologia com os melhores poemas do século. Como foi sem cartão, achei que eu deveria escrever aqui, porque sei que ela é uma das poucas pessoas que me lê, uma espécie de explicação do presente.

Presentes não devem ser explicados. Foi o que pensei exatamente quando comecei a escrever aqui.

Mas, mãe, o que eu queria mesmo era escrever uma carta nesse dia das mães. Para dizer que é muito difícil escolher presentes para quem me deu o maior deles: a minha vida. Daí que esse ano eu decidi que ia ser simples, porque você sempre prezou as coisas mais simples da vida. O livro de poesia, escolhido por mim como presente, foi uma forma de dizer que, se hoje eu amo poesia, é por sua causa. Eu, que desde que aprendi a ler, virei sua fiel leitora e que até hoje amo as suas poesias. Aquele caderninho, com seus escritos da adolescência, com poemas lindos para papai, é uma das coisas mais valiosas que minhas mãos já tocaram. Aliás, cadê ele?

Espero que você goste, mãezinha. Que leia e releia esses poemas que são considerados por muitos como os melhores do século. Porque na minha seleção particular, claro, faltaram os seus.

AMO MUITO, MUITO VOCÊ. Feliz dia das mães, minha poeta, meu poema.




Blog EntryMay 10, '12 10:16 PM
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Onde tem bagunça eu quero casa arrumada, onde tem excesso de trabalho eu quero Paris, onde tem TPM eu quero um presente de Dia das Mães.

Blog EntryMay 4, '12 2:44 PM
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Blog EntryMay 1, '12 9:21 PM
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Atravessar a Paulista de ponta a ponta, desbravar um frio cortante. Meu sangue nordestino nem se importa. Mais uma vez aquela sensação maravilhosa de pertencer a um lugar. São Paulo me abraça friorenta. Eu sorrio, mesmo que sozinha. O berço é sempre acolhedor, mas nos é imposto. A cama da vida adulta nós podemos escolher.

Blog EntryApr 30, '12 7:31 PM
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Ele é outono. Entrou na minha vida exatamente como o outono chega. Não que a gente não perceba o frio. Percebe. Percebe o frio chegando, manso ou cortante. Mas o outono dá aquela impressão de "como assim, se ainda ontem eu estava de regata?" Ele foi outono naquela primavera de 2008. Rápido chegou. Foi outonamente de repente. Mesmo que a gente saiba que as estações tenham data certa para chegar, sempre sente a mudança como uma surpresa. Pois ele foi bem assim. Outono. Ele foi e é outono. O mais definitivo para mim.

Blog EntryApr 27, '12 7:04 PM
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Foto: algo que sempre esteve entre a gente. O bom é que não só se vive, mas se deixa o registro. O bom é que pelo menos eu, acredito que ele também, nunca me arrependi de nada, de nenhuma foto tirada. Me arrependi, isso sim, de fotos que não foram tiradas. A gente fotografa muito, se fotografa muito, se ama muito. A gente vive muito, vai a muitos shows e ama muita coisa muito. Foto: algo que sempre esteve entre a gente. Nessa daí a gente se conhecia há mais ou menos 20 minutos. ♥♥

Blog EntryApr 26, '12 11:03 AM
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A mesma sensação de sempre: alegria demais por ter o pai que eu tenho, ativo, cheio de ideias inovadoras, conversador, contador de causos, louco de felicidade por ter "criado gente", e eu nessa felicidade sem tamanho por hoje ele completar mais um ano de vida - 66 anos, lindo como um galã da Globo!

A mesma sensação há 13 anos (com exceção de dois, né pai, em que eu dei a louca e peguei um avião para estar com ele em 26 de abril): não poder dar o abraço mais gostoso, dizer pessoalmente o quanto o amo e sou feliz pela vida dele! Mas a gente se vira: já ouvi a voz agorinha e de noite o skype nos espera.

FELIZ DIA SEU, PAPAI! EU TE AMO MUITO!

Blog EntryApr 24, '12 12:05 PM
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Eu queria ter escrito no calor da emoção. Chorando ainda, cantando o refrão de "Hey Jude" ainda. Mas cá estou, três dias depois de ter visto o show de Paul McCartney pela sexta vez na minha vida. Porque preciso contar a história da parede fria.

A minha fama de ser "decoradora de datas" já corre o mundo. Minha explicação é sempre a mesma: não faço esforço para decorar aniversários de amigos e até datas chatas de serem lembradas, como aquelas que marcaram partidas definitivas. Apenas me lembro, simples assim. E acho bem estranho exatamente o contrário: as pessoas que não se lembram de data alguma. Minha explicação poderia ser mais romântica, e eu poderia contar que coincidências com datas me perseguem.

No dia 21 de abril de 1990, com 14 anos, eu encostei as costas em uma parede fria. Fria em pleno Maranhão, por conta do ar condicionado ligado no máximo. Ali, há 22 anos, no aconchego da casa dos pais, eu chorei quieta no meu quarto, porque Paul McCartney cantava para um Maracanã lotado. E eu, oficialmente fã de Beatles há poucos meses, sem renda e independência, só pude mesmo sonhar em estar naquele show. Que me parecia a única chance que eu teria na vida de ver um beatle cantando ao vivo. Adolescente, intensa como todos são, dramática como meu ascendente me permite ser, chorei loucamente. Achando um ABSURDO não poder ir sozinha ao Rio, com 14 anos, para ver Paul.

No dia 21 de abril de 2012, com 36 anos, eu era um entre 60 mil, no estádio do Arruda, no Recife. O cenário novamente era o Nordeste (o que deu um ar ainda maior de sonho...). Estar ali
no Nordeste, vendo Paul McCartney ao vivo pela sexta vez, me fez chorar feito aquela adolescente com as costas grudadas na parede fria do quarto. Chorando, enquanto Paul cantava "Eleanor Rigby", eu tive a sensação do gelado nas costas, exatamente a mesma sensação, mesmo que o suor estivesse escorrendo pela testa.

A vida é linda. Muito linda.


Outros relatos de experiências beatlemaníacas em shows:
- Ringo Starr em São Paulo
- Paul McCartney no Rio de Janeiro (momentos antes)
- Paul McCartney em São Paulo
- Paul McCartney em Porto Alegre (outra coincidência!)

Blog EntryApr 13, '12 11:19 AM
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Porque 13 de abril é o dia mundial do beijo! 

Blog EntryApr 11, '12 3:13 PM
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Ela: Tinha esquecido como adoro essa bandinha que estou ouvindo agora.
Ele: Total sua cara essa bandinha.
Ela: Ah é? Eu tenho cara de bandinha indie?
Ele:
Mas é claro. Das mais Belle and Sebastian.
Ela: Eita!
Ele:
Do mesmo jeito que eu tenho cara de padoge 90.




Blog EntryApr 11, '12 11:54 AM
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Pai em casa é aconchego. Sou eu escolhendo a menor xícara de café - porque ele adora café em xícaras pequenas. É ele contando causos. É ele fumando cachimbo. É a gente rindo de tudo. Pai em casa é muito amor. Mais amor ainda porque não tenho isso assim pertinho todo dia.

Blog EntryApr 3, '12 6:46 PM
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Um nome é só um nome? Acredito que não. Mas o fato é que tive a coragem e a ousadia de arrancar nomes que eram tão meus! Sempre me associaram a apenas um sobrenome, o último, metido a pomposo. Que talvez por ser o último e também o comum a pai e mãe, foi também naturalmente o adotado por mim no mundo.

Hoje senti na alma que um nome não é só um nome. Cara a cara com o Nelson, com sua obra e suas frases incríveis, eu chorei calada a saudade do meu Rodrigues.


Blog EntryApr 2, '12 11:03 AM
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"Gatinha. Eu não te amo."
"Ham?", perguntei sem dar trela, confesso.
"Primeiro de abril!", disse ele, nas primeirinhas horas do tal dia.
E, em plena madrugada, foi o "primeiro de abril" mais LINDO de toda uma vida.

Blog EntryMar 30, '12 9:14 AM
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Amar é forçar os olhos para que, na ausência dos óculos, tentar ver se ele está no ponto de ônibus do outro lado da Paulista.

E ele estava! Valeu o esforço. De vermelho. Lindo. Lendo.

O amor venceu a miopia. O amor vence sempre. Tudo.


Blog EntryMar 26, '12 8:20 PM
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Ontem de noite, antes de dormir, Cleiton falou:
- Se sonhar com Dona Tina, diga que eu vou sentir muita saudade.
Hoje de manhã, eu pra ele:
- Eu sonhei, gato. Mas não pude dar o seu recado, porque ela não parou para falar comigo um minuto. Dançou a noite toda!

Tina linda, te amamos muito! Para sempre!

Blog EntryMar 23, '12 1:36 PM
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Alguns podem pensar que nunca deveríamos descrever imagens. Afinal, a maioria das pessoas está vendo o mesmo que nós. Né? Não. Nem sempre.

A foto acima, por exemplo. Aniversário de cinco anos de Tatiana, minha irmã mais velha. Dezembro de 1977. Papai, mais novo que eu atualmente (31 anos!), a aniversariante, eu (a menininha de dois anos e meio, bem zangada) e mamãe, linda, linda.

Hoje de manhã me peguei apaixonada por essa foto, que fica na sala da minha casa. Porque ela é pura paixão! Percebi que a família está incompleta, afinal, Dânia ainda não existia. Como gosto de datas, na mesma hora lembrei: "em mais ou menos três meses, mamãe estaria grávida da caçula". Fiquei emocionada mesmo, pensando nesse processo de construção da minha família linda!

Outro detalhe que me deixa arrepiada é o olhar apaixonado de mamãe para papai. Mais lindo ainda é pensar que até hoje eles se olham assim, 35 anos depois daquela noite em 1977. Talvez nem notem, mas se olham.

Blog EntryMar 21, '12 10:20 PM
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Dois homens conversando na mesa ao lado da minha, Sesc Vila Mariana, hoje de noite. Sequer suspeitaram que eu roubo histórias na rua. Bobos.

Homem 1: Amar é ter paciência, cara. É difícil!

Homem 2: Amar é respeitar o que o outro quer.

Homem 1: Bem que amar podia ser QUERER o que o outro quer, né?

Homem 2: É... Porque muitas vezes cada um está em uma vibe. Um quer sempre casar, o outro não.

Homem 1: Mas mulher larga. E sempre acha um que queira casar.



Um terceiro homem chegou, depois dessa conversa. E o trio passou a falar sobre o tipo ideal de mulher. Anoréxicas, atenção: os três criticaram uma tal de Camila, que "é só osso". Um disse que gosta de perna grossa. Todos disseram que gostam de ter o que apertar.

E eu... bom, eu roubei a conversa deles.